Maio 11, 2008 às 8:13 pm (Complexidade)

Talvez no princípio significasse no topo, acima de tudo. De qualquer forma, no princípio não era o verbo. “No princípio era a proeza” (Goethe). Claro, antes mesmo da ação, da palavra, da vontade, e do desejo, deve existir a capacidade, ou a possibilidade. Mas a vantagem desta nova versão é que ela não invoca necessariamente um criador.
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Maio 11, 2008 às 5:47 pm (Complexidade)
Tags: a biblioteca de babel, babel, o nome da rosa
A biblioteca de Babel imaginada por Jorge L. Borges e revisitada por Umberto Eco em Il Nome della Rosa, foi conretizada e se chama web. Só que esta não tem bibliotecário e nem guardião. Conteúdo: livros ruídos. Pela primeira vez, nasce a des-ordem da ordem.

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Maio 11, 2008 às 5:27 pm (Complexidade)
Tags: paradigma

Paradigma é a oposição de dois termos virtuais, dos quais atualizo um, para falar, para produzir sentido. O paradigma é o móbil do sentido. Todo conflito é gerador de sentido. Escolher um paradigma é rejeitar outro, é sempre sacrificar ao sentido. Idéia de criação estrutural que desfaça, anule ou contrarie o binarismo. Este, a meu ver, é o melhor dos conceitos (resumindo Roland Barthes).
Paradigma molda as ideias, de forma inconsciente. Ele surge de uma ideia considerada como uma verdade. Então se cristaliza e não é mais questionada.
Se um amigo me sugere uma oração, ele se utiliza de diversos paradigmas: deus existe; deus pode me ouvir; deus pode me ajudar; eu creio em deus; eu mereço ajuda; deus sabe o que é bom para mim. Assim, uma frase pode ocultar múltiplos paradigmas.
Posso criar sim, um meta-paradigma que me permita flexibilizar e dissolver ideias fixas.
Só mais uma questão: faz sentido deus fora do paradigma deus existe?
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