Todo ser humano tem fissuras, é incompleto e insuficiente. Mas é deste fato que nasce a individuação, que nos torna diferentes, logo, interessantes. Na música, existiu um jazzista que interpretava esta questão através do estilo que ele mesmo criou: o street jazz (jazz de rua), eliminando a precisão, o rigor e a certeza na interpretação musical: Miles Davis. Outros buscaram isso antes (na música contemporânea), mas Miles o fez de forma absolutamente natural.
Imprecisão
Julho 17, 2008 às 10:54 pm (Música)
A obra sem assinatura
Julho 17, 2008 às 1:52 am (Complexidade)
Se formos mais que uma possibilidade estatística, e se observarmos a natureza, e então considerarmos a existência de um criador, como ele seria? Alguém que nos observa de cima? Um cientista que faz experiências com a massa celeste? Um sujeito em busca de distração? Diversão? Um coração solitário? Estaria acima das leis? A natureza é o registro que dispomos. Há um senso de justiça nela? Ele assinou sua obra? Onde? No graviton? Na entropia? Na seleção natural? No big bang? Na música? No amor? Mas este é o resultado de um processo evolutivo do egoismo. Se Deus existe, não tem pressa, não quer chamar a atenção para si, não interfere, não interage, não faz reengenharias. Onde está você Adão? Pergunta Deus. Mas onde está Deus?
