Novembro 8, 2009 às 12:42 pm (Filosofia)
Tags: arca de Noé, Athanasius Kircher, Noé

Se pensarmos que a solução divina para uma humanidade melhor pudesse ser o extermínio do homem, com exceção de Noé e família, responsáveis por uma nova linhagem, então temos que considerar que há algo de genético e hereditário no comportamento humano. Neste sentido, as religiões ocidentais, que defendem que nascemos todos iguais, encontram aqui um paradoxo.
Mas foi Athanasius Kircher, jesuíta e homem de ciência, quem escreveu A Arca de Noé em 1675. A extensa obra busca demonstrar que o texto bíblico não pode ser interpretado ao pé da letra. Uma obra contra a reforma, que tendia, e tende, a considerar a bíblia numa interpretação puramente literal.
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Outubro 28, 2009 às 12:29 am (Filosofia)
Tags: caim, mitologia
Deus ao caim de Saramago: Quis pôr-te à prova.
Caim ao deus de Saramago: E tu quem és para pores à prova o que tu mesmo criaste?
Não entendo o porque de tantas críticas. O Gênese é um mito, como tantos outros. Se entendido como tal, é um livro riquíssimo, se interpretado literalmente, perde não só a essência, mas toda beleza.
As críticas a Saramago me fazem perceber como somos pobres em conhecimento e cultura.
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Outubro 23, 2009 às 12:03 am (Filosofia)
Tags: dario fo

Em “La fame dello Zanni”, Fo descreve uma fome insana, incontrolada, de tudo, e de comer cada inseto, cada homem, a si mesmo e até a deus, num prato com contorno de querubins. A fome por lucros. A fome de vencer. A fome de vender a verdade; A fome de controlar. A fome de querer ensinar. A fome de impor. A fome por soberania. A fome por fama. A fome de nossos pensamentos.
Vou até a cozinha. Deu fome!
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Outubro 22, 2009 às 11:16 pm (Filosofia)
O número de formigas vivas no planeta, neste momento, está estimado em 10 elevado a 15 indivíduos. Em outras palavras, 1 seguido de 15 zeros em número de formigas, contando todas as espécies. Uma a mais ou a menos, não faria diferença. Podemos até pisar nelas! Estima-se que existam mais de 100 trilhões de bilhões de estrelas no universo, ou, 10 elevado a 20, ou ainda, 1 seguido de 20 zeros. A comparação é inevitável. Existem 100 mil vezes mais estrelas neste universo que formigas no planeta.

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Janeiro 21, 2009 às 11:08 pm (Filosofia)
Um deus nos ajude!
A substituição de Que por Um, na frase acima, dá margem a incertezas e desespero. Se há um deus, qualquer um que nos escute, poderia nos ajudar?
Se criássemos mais de um deus, teriam eles diferentes atributos, dados por nós a um deus único. Seria possível a competição, mas não haveria tantos paradigmas possíveis. Não precisávamos criar demônios. Um deus único é o que dá e o que tira; ordena e desordena; cria e destrói. Dois ou mais deuses governando um mesmo mundo, poderia gerar conflitos, guerras e ódio. Mas já convivemos com tudo isto, talvez porque cremos em deuses diferentes. Um deus me livre destes pensamentos que me corroem a alma. Aliás, pode ser uma deusa também!

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Janeiro 9, 2009 às 11:45 pm (Filosofia)
Melhor não pensar. Melhor não refletir. Melhor não discordar.O homem não mais deve produzir opinião própria. O sucesso é de quem reproduz a opinião pública, validada pelo próprio simplismo inócuo: este é um grande
país e, com a vontade de todos, vamos vencer todas as dificuldades! (Aplausos).
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Janeiro 9, 2009 às 11:40 pm (Filosofia)
O sistema atual destitui a vocação social e utilitária dos bens, focando
basicamente o lucro. Os materiais perderam muito da qualidade e da
durabilidade, já que o fundamental não é usar, mas consumir e recomprar.
Vivemos hoje num mundo virtual e fluido. Não há formas definidas, não há
detalhes. Os bens que temos são impessoais e sem história. Não há sabores.
Há uma valorização excessiva do campo visual, e um abandono dos demais
sentidos. Ocupamo-nos de digitações e a simulação rege nossos atos. As
sensações substituem as experiências. A afetividade é substituída pelo
prazer. As banalidades nos preocupam o tempo todo. Mas o interessante é que
não nos apercebemos de tudo isso.

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Janeiro 6, 2009 às 12:14 am (Filosofia)

Há três tipos de cultura diferentes, a cultura erudita, a cultura popular e a cultura de massas. A primeira nasce no contexto intelectual, e inclui a contra-cultura. A segunda surge das experiências de vida de cada povo. A terceira surge da indústria da cultura. Apenas esta última tende a suprimir a função crítica do indivíduo a fim de tornar o produto de fácil assimilação e, portanto, comerializável.
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