
Os compostos químicos mais simples, também são os mais abundantes e com baixa variabilidade. Ao contrário, compostos complexos, como os hidrocarbonetos, são raros e com elevada variabilidade.
O entendimento requer um mergulho na observação.
Outubro 14, 2009 às 12:57 am (Complexidade)
Tags: variabilidade na natureza

Os compostos químicos mais simples, também são os mais abundantes e com baixa variabilidade. Ao contrário, compostos complexos, como os hidrocarbonetos, são raros e com elevada variabilidade.
O entendimento requer um mergulho na observação.
Outubro 14, 2009 às 12:37 am (Ciência)
Tags: Nicolas Lémery
Nicolas Lémery, químico renascentista, rompe com Aristótoles e com a alquimia, retornando ao átomo de Demócrito e de Leucipo. Ele resolve o problema das ligações utilizando conceito mecânico: os ácidos são átomos com protuberâncias pontiagudas. As bases, por sua vez, são átomos com poros. A neutralidade ocorre como num lego, encaixando peças, ou ainda, como numa engrenagem. Assim nascem os sais. Este era seu conceito de reação, mas o interessante é que há algo de agudo e masculino nos ácidos e algo de sombrio e feminino nos álcalis.

Outubro 9, 2009 às 1:19 am (Ciência)

…”Decerto pode parecer ambiciosa tal ideia, que designa o desconhecido, que o situa, que o mede, que o confina em um terreno estreito e preciso.”…
Bachelard
Fotons, bósons, matéria, campos, homens: para tudo isto damos ciência, sem sabermos do que estamos falando.
Outubro 2, 2009 às 1:26 am (Ciência)
Diferentemente da biologia, as propriedades químicas dos átomos não evoluem linearmente. Para nos apercebermos disto, basta observarmos a disposição horizontal dos átomos na tabela periódica. Da mesma forma, a gênese dos compostos não segue uma evolução linear. Mas o que sempre me impressionou na química é que as qualidades dos elementos e de suas combinações, dependem, numa análise raiz, dos números de prótons. Assim, é um caráter quantitativo que gera uma caráter qualitativo. A complexidade das combinações, a invisibilidade, a falta de pureza nos processos químicos, fazem com que o aprendizado ocorra por aproximação.

Fevereiro 1, 2009 às 8:08 pm (Complexidade)
A escolha de um paradigma leva ao sacrifício de outros. A escolha de um passeio descarta outras possibilidades. Toda escolha gera sacrifício. Mas quando entro na livraria Cultura, a melhor do país, a escolha é um processo de angústia, que por vezes dá vontade de não mais entrar lá. Livros e livros deixados para trás. Leitura não é como ouvir um CD, assistir a um filme ou escolher um passeio. A leitura requer tempo e a vida é curta, e o lazer é um fragmento desta vida. Desenvolvi micro leituras e fiz de um post it meu marca páginas, assim, posso identificar em que linha parei a leitura. Isto também me permite tempo para uma reflexão detalhada. Neste processo, vivo micro fugas de mim mesmo, diluo-me em outros, vivo noutros tempos e lugares. Sacrifico parte de mim, deixando de existir por micro momentos.

Janeiro 25, 2009 às 1:56 pm (História)

Janeiro 21, 2009 às 11:08 pm (Filosofia)
Um deus nos ajude!
A substituição de Que por Um, na frase acima, dá margem a incertezas e desespero. Se há um deus, qualquer um que nos escute, poderia nos ajudar?
Se criássemos mais de um deus, teriam eles diferentes atributos, dados por nós a um deus único. Seria possível a competição, mas não haveria tantos paradigmas possíveis. Não precisávamos criar demônios. Um deus único é o que dá e o que tira; ordena e desordena; cria e destrói. Dois ou mais deuses governando um mesmo mundo, poderia gerar conflitos, guerras e ódio. Mas já convivemos com tudo isto, talvez porque cremos em deuses diferentes. Um deus me livre destes pensamentos que me corroem a alma. Aliás, pode ser uma deusa também!

Janeiro 9, 2009 às 11:53 pm (Espiritualidade)

O segredo da busca é que não se acha…
Fernando Pessoa
Segredos, sagrados, mistérios e ocultos: o que encontramos além de mais
dúvidas? Passei por várias jornadas da alma, mas o que mais encontrei,
foram pessoas arrogantes com convicções arrogantes. Há uma pluralidade de
possibilidades e, respeitar o que não conseguimos entender, é a melhor das
luzes.
Janeiro 9, 2009 às 11:45 pm (Filosofia)
Melhor não pensar. Melhor não refletir. Melhor não discordar.O homem não mais deve produzir opinião própria. O sucesso é de quem reproduz a opinião pública, validada pelo próprio simplismo inócuo: este é um grande
país e, com a vontade de todos, vamos vencer todas as dificuldades! (Aplausos).
Janeiro 9, 2009 às 11:40 pm (Filosofia)
O sistema atual destitui a vocação social e utilitária dos bens, focando
basicamente o lucro. Os materiais perderam muito da qualidade e da
durabilidade, já que o fundamental não é usar, mas consumir e recomprar.
Vivemos hoje num mundo virtual e fluido. Não há formas definidas, não há
detalhes. Os bens que temos são impessoais e sem história. Não há sabores.
Há uma valorização excessiva do campo visual, e um abandono dos demais
sentidos. Ocupamo-nos de digitações e a simulação rege nossos atos. As
sensações substituem as experiências. A afetividade é substituída pelo
prazer. As banalidades nos preocupam o tempo todo. Mas o interessante é que
não nos apercebemos de tudo isso.
